
Para compreender a Igreja da Idade Média, precisamos entender como o homem medieval percebia sua experiência religiosa. No contexto medieval, a Igreja era a única manifestação divina na terra, toda essa manifestação se dava numa estrutura, como algo organizado e claro. Por isso, estar ligado à Igreja era ter como certo a ligação com Deus.
Como a religião se manifestava numa estrutura, não necessariamente numa experiência de Deus, todos deviam seguir as normas e diretrizes da Igreja. Para o medieval, seguir os ensinamentos da Igreja era o mesmo que seguir próprio Deus.
Contudo, é bom relembrar que o homem mantinha firme sua postura, boa ou má. Logo, se existiam aqueles que viviam em tudo a verdade da religião católica, havia também os que se mantinham à distância. Desta forma, naquela época, surgem muitas heresias que colocavam constantemente a Igreja em posição desconfortável.
Uma forma de acabar com os inimigos da fé estrutural foi a criação do Tribunal da Santa Inquisição. Este tribunal tinha dever de defender a fé católica de todo tipo de profanação ou heresia. Assumindo a sagrada escritura e a tradição como base de seu pensamento, o tribunal caçou e levou muitos homens à fogueira, simplesmente por divergirem do pensamento reinante ou por apresentarem algo novo à sociedade.
Por outro lado, a vida mística era muito forte. Todos tinham a possibilidade de encontrar, por meio da religião, um sustento para manter o equilíbrio da vida. Quem assumia a religião fazia um processo onde o homem se moldava, numa busca de ser sempre melhor, se preparava para assumir a existência e se descobria enquanto ser no mundo. Quem assumia a religião estava disposto a uma radical mudança de vida, disposto a um encontro íntimo, disposto a uma verdadeira vivência de normas, na qual a mais importante era a obediência a Deus.
A religião era “digna de ser imitada”, pois imitar não é simplesmente repetir, mas é um seguimento, fazer um caminho sob os passos de alguém que já o fez. Seguir o Cristo era a essência medievalesca, para isso faziam uso das mais variadas formas que dispunham. Eram capazes de deixar tudo, de partir para uma peregrinação, de se refugiar em ermos, de simplesmente entregar-se ao martírio, tudo para a glória de Deus. O que realmente interessava era o seguimento.
No mundo atual religião não tem a ver com seguimento ou com obediência. Hoje, a religião existe na dinâmica do mercado, ela acontece de modo mercenário, muitas vezes baseada na teologia da prosperidade, onde benção está ligada aos bens materiais ou ao bem estar. Nessa dinâmica giramos pelas religiões e denominações religiosas, sempre buscando uma que se adapte aos objetivos de cada um, como quando buscamos um produto no mercado.
O homem moderno não tem compromisso com a religião institucional. Criamos nossas religiões a partir de nossas necessidades. Muitas vezes, usamos delas e de uma falsa conversão para compensar os erros do passado. Buscamos nas religiões o show extraordinário, onde haja manifestação emotiva e miraculosa. Assim, não temos um compromisso ético com a opção religiosa. A religião se torna um espaço momentâneo de bem estar, onde cantamos e dançamos, sem a consciência crística da vida, sem a expectativa do reino. Dessa nova religião do bem estar ouvimos os slogans: “Deus é 10!” (Enquanto o CD é 15,00), “Seja sócio de nossa obra!” (Sócio sem direito às ações).
A diferença crucial entre o modelo medieval e o modelo moderno de religião está na opção pela mudança de vida e seguimento do Cristo. Hoje, religião não passa de mais um produto à disposição nas prateleiras do grande mundo mercado, onde a religião compensa as dificuldades, depressões e tristezas do dia-a-dia.
Como a religião se manifestava numa estrutura, não necessariamente numa experiência de Deus, todos deviam seguir as normas e diretrizes da Igreja. Para o medieval, seguir os ensinamentos da Igreja era o mesmo que seguir próprio Deus.
Contudo, é bom relembrar que o homem mantinha firme sua postura, boa ou má. Logo, se existiam aqueles que viviam em tudo a verdade da religião católica, havia também os que se mantinham à distância. Desta forma, naquela época, surgem muitas heresias que colocavam constantemente a Igreja em posição desconfortável.
Uma forma de acabar com os inimigos da fé estrutural foi a criação do Tribunal da Santa Inquisição. Este tribunal tinha dever de defender a fé católica de todo tipo de profanação ou heresia. Assumindo a sagrada escritura e a tradição como base de seu pensamento, o tribunal caçou e levou muitos homens à fogueira, simplesmente por divergirem do pensamento reinante ou por apresentarem algo novo à sociedade.
Por outro lado, a vida mística era muito forte. Todos tinham a possibilidade de encontrar, por meio da religião, um sustento para manter o equilíbrio da vida. Quem assumia a religião fazia um processo onde o homem se moldava, numa busca de ser sempre melhor, se preparava para assumir a existência e se descobria enquanto ser no mundo. Quem assumia a religião estava disposto a uma radical mudança de vida, disposto a um encontro íntimo, disposto a uma verdadeira vivência de normas, na qual a mais importante era a obediência a Deus.
A religião era “digna de ser imitada”, pois imitar não é simplesmente repetir, mas é um seguimento, fazer um caminho sob os passos de alguém que já o fez. Seguir o Cristo era a essência medievalesca, para isso faziam uso das mais variadas formas que dispunham. Eram capazes de deixar tudo, de partir para uma peregrinação, de se refugiar em ermos, de simplesmente entregar-se ao martírio, tudo para a glória de Deus. O que realmente interessava era o seguimento.
No mundo atual religião não tem a ver com seguimento ou com obediência. Hoje, a religião existe na dinâmica do mercado, ela acontece de modo mercenário, muitas vezes baseada na teologia da prosperidade, onde benção está ligada aos bens materiais ou ao bem estar. Nessa dinâmica giramos pelas religiões e denominações religiosas, sempre buscando uma que se adapte aos objetivos de cada um, como quando buscamos um produto no mercado.
O homem moderno não tem compromisso com a religião institucional. Criamos nossas religiões a partir de nossas necessidades. Muitas vezes, usamos delas e de uma falsa conversão para compensar os erros do passado. Buscamos nas religiões o show extraordinário, onde haja manifestação emotiva e miraculosa. Assim, não temos um compromisso ético com a opção religiosa. A religião se torna um espaço momentâneo de bem estar, onde cantamos e dançamos, sem a consciência crística da vida, sem a expectativa do reino. Dessa nova religião do bem estar ouvimos os slogans: “Deus é 10!” (Enquanto o CD é 15,00), “Seja sócio de nossa obra!” (Sócio sem direito às ações).
A diferença crucial entre o modelo medieval e o modelo moderno de religião está na opção pela mudança de vida e seguimento do Cristo. Hoje, religião não passa de mais um produto à disposição nas prateleiras do grande mundo mercado, onde a religião compensa as dificuldades, depressões e tristezas do dia-a-dia.